top of page

Review Preliminar: Prince of Persia: The Lost Crown

Em uma jornada de 3 horas pelo universo de Prince of Persia: The Lost Crown, surge a indagação: a Ubisoft está prestes a redefinir não apenas a série Prince of Persia, mas também o gênero Metroidvania? Vamos direto ao ponto, explorando aspectos cruciais desta experiência.


Narrativa:


A essência da trama em Prince of Persia: The Lost Crown é desencadeada pela apresentação dos Sete Imortais. Estes guerreiros, com suas habilidades distintas, transcendem o mero propósito de proteger a Pérsia e o Príncipe Ghassan. O protagonista, Sargon, torna-se a peça central, destacando-se pela relação de amizade e dever com o herdeiro real.


Ao ingressar em um campo de batalha inicial contra os Kushans, a dinâmica entre os Imortais é estabelecida. A chegada destes guerreiros, cada um com seu papel vital, transforma a narrativa em um espetáculo visual e cinético. A captura repentina do Príncipe Ghassan adiciona uma camada de mistério, impulsionando os Imortais para o Monte Qaf, um ambiente místico repleto de desafios.


O desdobramento dos eventos, especialmente no Monte Qaf, é onde a narrativa brilha com intensidade. Corpos de guerreiros antigos, transformados em monstros pela peculiaridade temporal do local, acrescentam um tom sombrio e misterioso. A distorção temporal, onde horas para Sargon podem significar semanas para os outros Imortais, cria um pano de fundo intrigante para o enredo.


O jogo aproveita esse contexto temporal para aprofundar a complexidade das relações entre os personagens e intensificar o impacto das reviravoltas. O processo de aprendizado de Sargon, de um guerreiro arrogante a alguém moldado pelos eventos no Monte Qaf, adiciona uma dimensão adicional à narrativa, estabelecendo uma jornada de transformação para o protagonista.




Jogabilidade: Em um cenário repleto de Metroidvania, onde a dificuldade muitas vezes dita a experiência, o título encontra seu equilíbrio distinto. A capacidade de escolher entre várias dificuldades oferece uma personalização fundamental, permitindo que os jogadores sintonizem sua experiência de acordo com preferências individuais.


As opções vão além de simples ajustes na dificuldade; o jogador pode decidir se deseja um foco mais intenso nas plataformas ou se os combates desempenharão um papel mais proeminente em sua jornada. Esta flexibilidade proporciona uma experiência adaptável, atraindo tanto aqueles que buscam uma narrativa imersiva quanto os que anseiam por desafios intensos.


O desenho cuidadoso dos inimigos, cada um com padrões de ataque distintos, exige que os jogadores aprendam e aprimorem suas habilidades ao longo do tempo. O resultado é um ciclo de aprendizado gratificante, onde a dificuldade não se traduz em frustração, mas sim em superação constante. A inclusão de várias dificuldades não é meramente uma estratégia de marketing, mas sim uma implementação significativa que respeita a diversidade de jogadores.


As batalhas contra chefes são um ponto culminante desse desafio calculado. Enfrentando sub-chefes e inimigos principais, o jogo exige que os jogadores explorem padrões de ataque complexos e adotem estratégias específicas para emergir vitoriosos. Jahandar, um leão gigante voador com uma cauda de escorpião, exemplifica essa abordagem desafiadora e recompensadora.


Ubisoft Renovada? O Veredito Preliminar


The Lost Crown emerge como uma tentativa corajosa de revitalizar a franquia Prince of Persia e, por extensão, a abordagem da Ubisoft aos jogos de ação e aventura. A amostra inicial de três horas instiga a esperança de um renascimento para a Ubisoft em 2024, marcando uma potencial virada para a empresa. Contudo, à medida que as areias do tempo escorrem, resta-nos aguardar para descobrir se essa revitalização será duradoura ou apenas um vislumbre passageiro no horizonte da indústria de jogos. O sucesso de The Lost Crown pode apontar para uma nova era de criatividade e inovação na Ubisoft, mas somente o tempo revelará se essa promessa inicial será plenamente cumprida.






5 visualizações0 comentário
bottom of page