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Review: Prince of Persia: The Lost Crown

Desde o anúncio, Prince of Persia: The Lost Crown gerou expectativas, especialmente por vir do estúdio Ubisoft Montpellier, conhecido por suas abordagens mais "artesanais" em jogos como Rayman Origins e Legends. O retorno da franquia após mais de 13 anos, agora sob a roupagem de um metroidvania 2.5D, trouxe surpresas, divisões e, por fim, uma experiência que, embora familiar, consegue cativar.


Uma nova aposta: Atitude no Design e na Narrativa


Prince of Persia: The Lost Crown destaca-se pela ousadia tanto no design visual quanto na narrativa, marcando uma divergência notável em relação aos à maioria dos títulos atuais da Ubsoft. A estética "artesanal" adotada pela Ubisoft Montpellier representa uma quebra com os padrões "blockbuster caros," oferecendo um toque mais íntimo, remetendo de leve aos jogos clássicos da franquia. Inclusive, para quem esperava a continuação dessa saga clássica aos moldes dos Assassin's Creed, sucessor espiritual dos antigos Prince of Persia, a decisão de permanecer fiel a uma estética mais "crua" pode surpreender, mas revela uma busca deliberada por certa "originalidade".


Na narrativa, a coragem se manifesta ao desviar das expectativas tradicionais da franquia. Enquanto os jogos anteriores eram associados a resgates épicos e reviravoltas temporais, The Lost Crown mergulha em tramas políticas e mitologia persa menos explorada. Isso não apenas atualiza a narrativa da série à visão mias elaborada de trama que os games tem hoje em dia, como também proporciona uma experiência nova para os fãs.


Comparando com os clássicos, The Lost Crown redefine a identidade de Prince of Persia. A decisão de adotar um formato metroidvania 2.5D pode parecer inesperada à luz dos títulos antigos, que eram mais lineares. No entanto, essa abordagem, ais um vez, moderniza a estrutura do jogo, o deixando mais dinâmico e permitindo uma maior exploração do cenários. Não entenda errado, elementos de plataforma e combate fluido mantem sua essência, porém, agora adaptando-se aos padrões contemporâneos.


“Cru” e Encantador: Design Gráfico e Gameplay Inteligente


O level desing é eficiente e, por vezes, "cru" em sua abordagem. É fato de que a ambientação do game, por vezes, recicla elementos, mas essa escolha parece deliberada, uma decisão artística que pode estranhar inicialmente, mas reflete uma conversa entre artistas. A simplicidade visual contrasta com a saudade da Ubisoft mais experimental, conhecida por títulos como Child of Light e Valiant Hearts.


Mitologia Persa e Narrativa Rica


A trama mergulha no rico material bruto da mitologia persa, explorando contos de vingança, confiança, lealdade e outros alicerces de códigos de guerra. O enredo, inicialmente uma missão de resgate, evolui para intrigas políticas, traições e reviravoltas, apresentando um universo novo e elaborado. Nesse quesito, vale ressaltar a dublagem persa original que oferece uma camada adicional de imersão.


Exploração, Enigmas e Combate: Uma Mescla Harmoniosa


A jogabilidade combina elementos familiares do metroidvania, com saltos, esquivas, golpes e exploração de um mundo interconectado de forma inteligente. Os enigmas de cenário, desafiadores mesmo em 2.5D, destacam-se pela inventividade. O combate, embora tradicional em alguns aspectos, incorpora contra-ataques e oportunidades estratégicas. E, a princípio, a exploração é recompensadora, com segredos, colecionáveis e missões secundárias, mais uma inovação em relação aos jogos antigos.


Faltou “Sangue”? Uma Ausência Notável


Um ponto talvez insatisfatório, em meio às qualidades já apontadas, seja uma ausência notável é a falta de visceralidade e "sangue" característicos da franquia. Prince of Persia sempre foi sombrio e brutal, e The Lost Crown parece, por vezes, cartunesco demais. A leveza e pureza do jogo, embora encantadoras em questões visuais, deixam a sensação de que algo mais "realista" poderia ser incorporado, principalmente ao pensar na temática do game.


Veredito: Uma Jornada Satisfatória e Artesanal


Prince of Persia: The Lost Crown, embora familiar, entrega uma experiência robusta e satisfatória. Poderia ser mais ambicioso, mas sua execução reflete o carinho que a equipe tem em relação a essa icônica franquia. O jogo diverte, oferecendo 20 horas na rota principal e 25 a 30 para 100%. O futuro dirá como se sustenta, mas para os fãs de metroidvania e plataforma, a diversão estará garantida. Vale ressalta, também, que o equilíbrio entre exploração, puzzles e combate é notável, mantendo a progressão sempre dinâmica. Dessa forma, mesmo para quem não é familiar com a franquia, o novo game da Ubi pode ser uma porta de entrada ideal.



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